domingo, 23 de outubro de 2011

Gestão de mídias


gestão de produtos

             Improvisar ou fazer de conta? O uso das ferramentas tecnológicas na maioria das escolas ainda é uma questão a ser pensada.
Atualmente trabalho em três escolas, todas possuem computadores, impressoras, TV, DVD, som e datashaw, duas das quais, possuem internet. Contudo, ainda há certa resistência com relação ao uso e aplicação dos recursos no processo pedagógico. Isso pode ser compreendido por diversos fatores, dentre o quais o mais convincente e adequado a situação analisada, é a falta de gestão, uma vez que as pessoas encarregadas de cuidarem dos recursos, não receberam preparo suficiente, em grande maioria para desenvolver atividades que estejam em sintonia com o plano de desenvolvimento da escola.  Faço formação pela Escola Municipal Cecília de Araújo Melo, Dueré-TO, a qual dispõe de todos os recursos que citei anteriormente, contudo, não há inclusão  na rotina diária da escola, e quando ocorre é por iniciativa do professor, o qual é encarregado de buscar o recurso no laboratório de informática e instalar em sala, o que torna desgastante.  Primeiro a internet é de péssima qualidade, mais falta que tem, faltam manutenção constante das máquinas, não existe videoteca, nem ao menos tinta para imprimir uma atividade didática, tudo é restrito a secretária. Há de se considerar que as tecnologias midiáticas não servem apenas como instrumento de informação, pesquisa, digitação, comunicação on line, ou entretenimento, mas e principalmente ao propósito de educar, pois leva o internauta a buscar informações e transformá-las em conhecimentos, mas para que isso ocorra de fato e imprescindível que as mídias estejam em condições de uso e quem as administre tenha iniciativa para tal, do contrário, o PC por mais moderno que seja não passa de uma “máquina Olivetti”.   
É dever de a escola preparar seus alunos para se tornarem usuários conscientes dos objetos tecnológicos, capazes de interagir em diferentes situações como autores e produtores de conhecimentos que poderão ser publicado na rede mundial de forma que outros tenham acesso e assim possam produzir mais e mais informações e gerar novos conhecimentos. Diante dessa esfera a escola estará caminhando para desenvolver a cidadania no tocante ao desenvolvimento de inúmeras competências e habilidades.
Infelizmente a realidade é outra, e pelos questionários analisados percebi que há muito para ser feito. É preciso que cada um que participa da comunidade escolar faça sua parte, mas é preciso acima de tudo, que as políticas públicas voltadas para a educação deem mais prioridade ao assunto, investindo em equipamentos e manutenção dos já existentes, na formação dos professores e outros profissionais da escola que possam ser inseridos neste contexto,
considerando não só o avanço tecnológico, mas também e principalmente o cenário educacional e as necessidades locais. Pois disponibilidade de equipamento não é sinônimo de inclusão digital, se assim o fosse estaríamos a anos luz.  Nesse sentido, a gestão de produtos é essencial para que o planejamento e atividades propostas estejam interligados, primando em especial pela ética e o respeito à diversidade, evitando assim os improvisos.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Trabalho Final Mídia Impressa.


Atividade Final Obrigatória – Atividade Didática Utilizando Mídia Impressa
Tema - Trabalho Final Mídia Impressa.
 Subtema: Atividade Didática Utilizando Mídia Impressa
Cursista: Maria Elismar de Jesus Leal Abreu
Objetivos:
ü  Identificar o conhecimento prévio dos alunos acerca das HQs, tipos de balões, obedecendo a uma sequência de diálogo com personagem e fala;

ü  Propor por meio de uma abordagem midiática produzir uma historia em quadrinhos que permita aos alunos criarem e vivenciarem com textos verbais e não-verbais, impressos e online;


ü  Identificar as características recorrentes as histórias em quadrinhos e desenvolver a linguagem oral e a leitura, na modalidade do gênero.
Público: alunos do 5º ano do Ensino Fundamental
Local: Escola Municipal Cecília de Araújo Melo – Dueré TO.
Mídias: Laboratório de informática, datashow.                                       
Período: 16 a 30 /11 /2011.
Conteúdo:
Leitura e produção do gênero textual história em quadrinhos
Situação didática:
Tarefa 1
Dividir a sala em grupos de três ou quatros alunos, distribuir algumas revistas em quadrinhos, solicitar que manuseiem o material. Em seguida, fazer vários questionamentos sobre os gibis, como as características comuns nas HQs, como: tipos de letras, formato dos balões, número de quadros, balões para as falas ou pensamentos, palavras que representam sons, títulos, autores, expressões doas personagens, ambiente, assunto do texto.
Tarefa 2
Após o  contato com o material impresso, no laboratório de informática usando a  internet site HTTP://tiras-snoopy.blogspot.com.br e HTTP://tirinhasdogarfiel.blogspot.com/, analisar material digitalizado e responder as questões abaixo:
Ø  Qual o título das historia?
Ø  Quais personagens? Há um personagem principal?
Ø  Quantos quadrinhos compõem a narrativa? Eles estão divididos igualmente nas duas histórias?
Ø  Existe alguma palavra representando som?
Ø  Aparece o nome do autor?
Ø  A que público se destina?

Formas de Trabalhar com a Mídia Impressa no Meio Digital


Atividade 3 – Biblioteca: Formas de Trabalhar com a Mídia
Impressa no Meio Digital
Maria Elismar de Jesus Leal Abreu
                O texto na era digital: a internet está mudando a maneira de ler e escrever. Olhando de forma retrospectiva a escrita era igualmente flexível, os textos eram acontecimentos em andamento, consertados pelos leitores, revisados pelos discípulos, constituindo-se verdadeiros fóruns de discussão. Tomás de Aquino, por exemplo, em seus escritos colocava e respondia questões, citando e interpretando textos da antiguidade clássica, extraindo deles o diálogo.
                 Na página impressa, os leitores perderam o papel na formação do texto, de ativos, tornaram-se passivos, porque as  idéias se apresentam de forma fixas, assim, o que lhes cabe é ler e tentar interpretar , compreender o que o autor quis dizer, de certa forma foi dado  ao trabalho de escrita uma autoridade, imponente e incontestável.
                O texto digital em especial o publicado na internet não deve ser vista de forma negativo, pois é possível comprovar o aumento das possibilidades de leitura. É claro que é preciso selecionar o que ler e como ler, e esta é, sem sombra de dúvida, mais uma atribuição dirigida ao professor, a de orientar a busca, seleção e gerenciamento das informações que estão disponíveis na rede.
              O processo de escrita também está mais freqüente pela explosão da comunicação na internet isso pode ser observado nos sites de relacionamentos, como: Orkut, Twitter, e-mail, blog, nos quais prevalecem a linguagem coloquial, a redundância, os códigos, as gírias, alias nunca se usou de tal forma a linguagem do cotidiano como nos dias atuais com o advento da internet. E isso, de certo modo é positivo, pois ler-se e escreve-se como nunca foi visto em outros tempos, cabe ao professor saber orientá-los em relação ao uso da linguagem formal e da adequação ao contexto.
              A prática de leitura na internet não constitui um ato solitário, porque ao mesmo tempo em que o usuário acessa a página e ler seus conteúdos, há interação com outros usuários e assim cada vez mais expande, é um convite a comentários, críticas e observações, obrigando os internautas a desenvolverem discursos de improviso e a defender seus pontos de vistas. O Facebook, por exemplo, aprimorou as antigas listas de discussões e fóruns, acrescentando-lhes um visual mais limpo e elaborado, com diferentes graus de interação acompanhados de recursos audiovisuais, tornando a experiência de compartilhar informações ainda mais enriquecedoras.
Embora não se possa afirmar que a era digital desenvolveu uma "cultura letrada", com ênfase em informações profundas e relevantes, ela reforçou o peso da palavra escrita no cotidiano das pessoas.
               É evidente que existe temor em relação ao novo, e isso faz parte da história do homem, uma vez que o surgimento de qualquer dispositivo tecnológico tende a ameaçar as práticas adquiridas ao longo da história, as quais foram atribuídas valores sagrados e insubstituíveis.
 
                 A questão do hipertexto é um exemplo de autonomia intelectual midiática uma vez que transferem parte do poder do escritor para o leitor pela possibilidade e habilidade que este último passa a ter de escolher livremente seus trajetos de leitura elaborando o que poderíamos denominar "meta-texto", anotando seus escritos junto a escritos de outros autores e estabelecendo nexos ou interconexões entre documentos de diferentes autores de forma a relacioná-los e acessá-los rapidamente.
                  Assim, a noção de autor como organizador da seqüência textual do hipertexto e a do leitor como seu co-autor são também partilhadas por Koch (2002) e por Xavier (2004). Segundo Koch, o leitor do hipertexto tem a possibilidade de optar entre caminhos diversificados, de modo a permitir diferentes níveis de desenvolvimento e de aprofundamento de um tema (cf. Koch, 2002: 63). Xavier (2004) acredita que a leitura no hipertexto potencializa uma “emancipação do leitor”. A partir dos links, o chamado hipernavegador pode seguir por rotas diferentes daquelas originalmente concebidas pelo autor. Os nós (ou blocos de texto) e os links diluiriam qualquer contrato que teria sido firmado entre autor e leitor para o estabelecimento de um ponto de chegada da leitura do texto eletrônico.

                Neste sentido, observa-se que o advento do hipertexto possibilita ao autor colocar em circulação a produção de textos escritos, imagéticos, sonoros, sem a ingerência do sistema editorial tradicional. Ou seja, o escritor-autor  do texto eletrônico é um “artesão” que trabalha com materiais, cujas limitações são as impostas pelo sistema do computador. Desse modo, o hipertexto consiste não apenas das palavras que o autor escreveu, mas também da estrutura de decisões que criou para que o leitor pudesse explorar a página eletrônica.

              A distinção entre o autor do texto impresso e o do hipertexto está ligada à produção física do texto,  as funções autor e leitor do e no hipertexto, visando a uma outra reflexão mais produtiva na perspectiva do exercício da linguagem.

              Marcuschi é um dos principais autores da Lingüística Textual que tem discutido a questão do hipertexto na linguagem. Fundamentando-se nos estudos de Snyder (1997), Marcuschi acredita em uma redefinição dos limites entre autor e leitor, já que considera que o hipertexto seja construído parcialmente por escritores que criam os links O autor e o leitor concebidos em função de sua historicidade podem tanto contribuir para a compreensão das novas práticas quanto para o exame, sempre imprescindível, de conceitos arraigados do que seja realmente a pratica de leitura e escrita num processo interativo.


                                                                                                                      
 

sábado, 14 de maio de 2011

sobre a (re)educação

O termo “Educação” é genérico e remete a um conjunto de idéias, nas quais está a busca de saberes, atitudes comportamentais, produções consciente, dentre outras. Em se tratando de educação no contexto escolar, pressupõe uma via de mão dupla, onde é ofertado o dever de ensinar e o direito de aprender. Ou seja, é o espaço apropriado para a aquisição e transmissão de saberes significativos e diversos. Conhecimentos estes que venham contribuir na formação do aluno enquanto ser e o torne capaz de criar e transformar a realidade de forma ética e critica. Dessa forma, a Escola é o espaço formado por seres animados e inanidos com diferentes gostos, funções e objetivos. Esta é administrada pela figura de um gestor normalmente centralizado, uma vez que está ali por indicação política. Contudo, o conhecimento que se tem a respeito de Gestão Escolar é o de que ela seja democrática, descentralizada e se oriente pelos princípios: democrático, político pedagógico e financeiro. Além disso, promova a cultura da igualdade e da imparcialidade. Para isso, o currículo deve ser vivo, construído de forma participativa e articulado. Neste sentido,  possa atender a realidade da comunidade local, e refletir de maneira geral a sociedade como um todo e suas modificações em diferentes épocas. Assim a avaliação constitui um mecanismo necessário e colaborativo. Porque através dela é possível refletir sobre os erros e acertos e traçar meios de superação. Infelizmente isso dificilmente ocorre, pois na maioria das vezes a avaliação acontece com um único objetivo: medir o conhecimento. Neste sentido é insignificante!   
.                                                                             

sábado, 11 de dezembro de 2010

Atividade II


           Sem sombra de dúvida as perguntas nos direcionam e são elas que em muitas das vezes nos tornam incansáveis na busca do conhecimento. Em outras, frustrantes, pois a resposta que obtemos não foi a que gostaríamos. Mas então por que estudar português? Costumo fazer esta indagação aos meus alunos, e, normalmente ouço respostas como “Para aprender a ler”, “Para escrever melhor”, “Não sei”, “Não sei, só sei que é chato”. Enfim, reconheço que não instigamos os nossos alunos a serem pesquisadores e isso atinge todos os níveis de ensino. Geralmente aquele que Por si só busca ser um pesquisador, se destaca no meio acadêmico e, muitas vezes encontra apoio para deslanchar em suas pesquisas. Mas também não concordo que estamos condicionando nossos alunos a meros expectadores, tendo em vista que durante as aulas eles são instigados a refletirem sobre o que está sendo ensinado. No caso da Língua Portuguesa são levados a perceber a função da língua em suas várias dimensões. Ou seja, a ver a língua como um objeto de comunicação e promoção social, e isso significa ir além da leitura e da escrita. As regras existem, são importantes, sem sombra de dúvida! É uma forma de adequar as várias situações de comunicação. Sem essas, cada individuo poderia inventar seu próprio “modelito”. Contudo, na pratica a realidade é outra, afinal, vivemos em uma sociedade movida por paradigmas a serem seguidos. Percebo que o parâmetro de ensino que se tem hoje procura incultar no aluno, mesmo que implicitamente, a indagação, a investigação, pois trabalha com perguntas abertas, nas quais o aluno tem a oportunidade de expressar  sua opinião, também se estudamos sobre algo passado, é feito um paralelo com as situações atuais, de forma que o aluno perceba as relações com o hoje, e os avanços em diferentes épocas. Outra questão bastante significativa e que ajuda o educando a compreender melhor o conteúdo, é a questão do conceito, quando o professor aborda o conteúdo faz com que a aluno associe os elementos ao conceito facilita bastante o entendimento. Assim posso dizer que não se trabalha mais com “O que é isso...?”, “O que é aquilo...?”. As perguntas frequentes são: “Como...?”, “Por que...?”. Neste sentido, não só problematizamos os questionamentos, como também contextualizamos os assuntos que são discutidos em sala de aula. Um assunto interessante e que motiva eles é o trabalho com a linguagem informal (marginalizada) bordões, jargões, principalmente quando é realizado pesquisa de campo. Eles se sentem o máximo! É obvio que o professor procura conhecer o aluno, sobretudo suas dificuldades e interesses, talvez seja ai que estamos pecando, pois diagnosticar o problema e não trabalhamos a superação. Acredito piamente que o que está errado, não são as perguntas, essas podem vir diretas, inversas, seja lá como? O que falta é cada um conhecer a sua função e cumpri-la. O de mais comum é atribuir o erro ao professor. Este não trabalha isolado, uma vez que recebe uma proposta pronta e tenta desenvolvê-la sobre a orientação de outro. Pura hipocrisia! Ainda aposto no velho “feijão com arroz” sobre a orientação do (a) professor (a), que sabe dosar o tempero. Este sim, faz toda diferença!