Sem sombra de dúvida as perguntas nos direcionam e são elas que em muitas das vezes nos tornam incansáveis na busca do conhecimento. Em outras, frustrantes, pois a resposta que obtemos não foi a que gostaríamos. Mas então por que estudar português? Costumo fazer esta indagação aos meus alunos, e, normalmente ouço respostas como “Para aprender a ler”, “Para escrever melhor”, “Não sei”, “Não sei, só sei que é chato”. Enfim, reconheço que não instigamos os nossos alunos a serem pesquisadores e isso atinge todos os níveis de ensino. Geralmente aquele que Por si só busca ser um pesquisador, se destaca no meio acadêmico e, muitas vezes encontra apoio para deslanchar em suas pesquisas. Mas também não concordo que estamos condicionando nossos alunos a meros expectadores, tendo em vista que durante as aulas eles são instigados a refletirem sobre o que está sendo ensinado. No caso da Língua Portuguesa são levados a perceber a função da língua em suas várias dimensões. Ou seja, a ver a língua como um objeto de comunicação e promoção social, e isso significa ir além da leitura e da escrita. As regras existem, são importantes, sem sombra de dúvida! É uma forma de adequar as várias situações de comunicação. Sem essas, cada individuo poderia inventar seu próprio “modelito”. Contudo, na pratica a realidade é outra, afinal, vivemos em uma sociedade movida por paradigmas a serem seguidos. Percebo que o parâmetro de ensino que se tem hoje procura incultar no aluno, mesmo que implicitamente, a indagação, a investigação, pois trabalha com perguntas abertas, nas quais o aluno tem a oportunidade de expressar sua opinião, também se estudamos sobre algo passado, é feito um paralelo com as situações atuais, de forma que o aluno perceba as relações com o hoje, e os avanços em diferentes épocas. Outra questão bastante significativa e que ajuda o educando a compreender melhor o conteúdo, é a questão do conceito, quando o professor aborda o conteúdo faz com que a aluno associe os elementos ao conceito facilita bastante o entendimento. Assim posso dizer que não se trabalha mais com “O que é isso...?”, “O que é aquilo...?”. As perguntas frequentes são: “Como...?”, “Por que...?”. Neste sentido, não só problematizamos os questionamentos, como também contextualizamos os assuntos que são discutidos em sala de aula. Um assunto interessante e que motiva eles é o trabalho com a linguagem informal (marginalizada) bordões, jargões, principalmente quando é realizado pesquisa de campo. Eles se sentem o máximo! É obvio que o professor procura conhecer o aluno, sobretudo suas dificuldades e interesses, talvez seja ai que estamos pecando, pois diagnosticar o problema e não trabalhamos a superação. Acredito piamente que o que está errado, não são as perguntas, essas podem vir diretas, inversas, seja lá como? O que falta é cada um conhecer a sua função e cumpri-la. O de mais comum é atribuir o erro ao professor. Este não trabalha isolado, uma vez que recebe uma proposta pronta e tenta desenvolvê-la sobre a orientação de outro. Pura hipocrisia! Ainda aposto no velho “feijão com arroz” sobre a orientação do (a) professor (a), que sabe dosar o tempero. Este sim, faz toda diferença!
Nenhum comentário:
Postar um comentário